* Maracanã será reformado para
atender as exigências da FIFA e
poderá ser o grande estádio para
a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
* O QUE O BRASIL PODE FAZER
É claro que o Brasil pode organizar uma Copa do Mundo e tudo indica que vá organizar em 2014.
Pode e deve, dentro dos limites.
Um deles é não cair no conto dos discursos megalomaníacos, que pregam, como João Havaelange acaba de fazer, a construção de
uma dezena de novos estádios porque nenhum dos atuais estariam em condições de receber o evento.
O argumento serve apenas aos que esperam lucrar com a farra de dinheiro que jorraria nas concorrências de cartas marcadas.
Somos o que somos e só podemos dar passos do tamanho de nossas pernas.
Podemos fazer qualquer evento com dignidade e respeito às normas internacionais, mas dentro de nossa capacidade de país em
desenvolvimento, sem querer aparentar o que não somos.
Ninguém nega que será preciso reformar nossos estádios, mas daí a dizer que nem o Maracanã nem o Morumbi nem o Mineirão ser-
virão vai enorme distância. A Itália, por exemplo, para a Copa de 1990 reformou muito mais que construiu e nem faz tanto tempo
assim para que se diga que eram outros tempos. A França, sete anos atrás, construiu apenas um novo estádio que, por sinal, virou
um elefante branco, subutilizado hoje em dia, o Stade de France, em Saint-Dennis, perto de Paris, que continua a preferir o Parque
dos Príncipes. E tanto a Itália quanto a França podem mais que o Brasil. Além de serem mais cuidadosos, e fiscalizados, quando en-
volve o seu, o meu, o nosso pouco dinheiro.
[ Extraído - Coluna JUCA KFOURI -Diário LANCE! de 19/06/2005 ]
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* A COPA DE 2014 VAI EXIGIR QUE SE FAÇA UM PROJETO COMPLETO.
É fundamental que Copa do Mundo de futebol, Olimpíadas, Pan-Americano sejam no Brasil.
Eventos estruturantes são decisivos. Podem revolucionar.
E nós estamos precisando de uma revolução na forma de o Brasil encarar e conviver com o
esporte. Principalmente o futebol.
Ricardo Teixeira, presidente da CBF, deu entrevista no Sportv. Ele tinha uma bandeira e sa-
bia como carregá-la. Tinha argumentos. Porque conhece as exigências para uma Copa do
Mundo.
Precisamos de estádios confortáveis, seguros, com gramados de qualidade. Precisamos pen
sar no acesso aos estádios e em como atrair o torcedor. Tratá-lo bem, com respeito.
Precisamos acabar com soluções imediatistas e transitórias, precisamos criar uma estrutra
que vá agregando todos os valores de que necessitamos para sediar a Copa.
[ Extraído -Coluna É GOL, de José Luiz Portella - LANCEAMAIS de 9/7/2004 ]
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* " A NOSSA CAPACIDADE EMPRESARIAL É MUITO GRANDE "
Entrevista com Ricardo Teixeira, presidente da CBF.
- : - A CBF já está planejando a Copa ?
- Estamos iniciando esse planejamento e já há estudos de reformas de estádio. Para as Eliminatórias, estamos mandando aos está -
dios um caderno de encargos. Estamos trabalhando e já fizemos contatos com empresas interessadas em fazer novos estádios nos
locais que eventualmente poderiam ser sedes e onde os estádios não são convenientes.
- : - Já se calculou quanto será gasto na Copa ?
- Honestamente, não. Até porque estamos com dez anos pela frente. E o interessante é que a gente já tem uma idéia (do que preci-
sa ser feito) por causa do caderno de encargos. Como eu participo do comitê executivo (da Fifa), sei exatamente quais as exigências
da Fifa. Você não precisa ter estádios enormes. Na França, jogamos no estádio de Nantes, que tinha 30 mil lugares. Você precisa de
um estádio grande para a abertura e para a final.
- : - Quando a CBF formará o comitê organizador ?
- São dois comitês: um é o de campanha, como hoje têm Marrocos e África do Sul. Em tese, nem vamos precisar dele. Mas se você fi-
car sentado, acaba atropelado. Vou formar essa comissão tão logo termine a Copa na Alemanha. Em 2008, o comitê executivo da Fi-
fa decide o país-sede (da Copa de 2014) e aí formamos o comitê organizador. E atenção: o presidente do comitê organizador não é o
presidente da entidade.
- : - Qual o perfil ideal do presidente do comitê ?
- Tem que ser um grande administrador, ligado ao esporte. A Copa do Mundo é uma operação financeira de altíssimos números.
A idéia é fazer um senhor comitê, de grandes empresários, de primeiro nivel.
- : - Um ex-jogador poderia presidir o comitê, a exemplo do Beckenbauer na Alemanha ?
- Honestamente, não. Teria que ser um grande empresário, um grande administrador. Até porque você não pode comparar as dificul-
dades da Alemanha com as nossas. A Alemanha é toda cortada por estradas e trens, tem avião, segurança. E outra: a Alemanha ca-
be dentro da maioria dos estados brasileiros. A nossa Copa será uma Copa continental.
- : - Dá para dizer que a Copa no Brasil será tão bem organizada quanto foi em Japão e Corea ou na França ?
- Espero que melhor. A gente tem que evoluir. Tem que fazer um trabalho bem feito. O Brasil já deu demonstração disso várias vezes
em diversos eventos. A Ecp-92 foi hiper bem organizada, com segurança absoluta. Se temos organização e jogadores para chegar ao
pentacampeonato mundial, não teremos para fazer uma Copa do Mundo ? Em 72, nós realizamos uma Copa Independência no Brasil,
com a final contra Portugal, e foi uma coisa hiper bem organizada. A nossa capacidade empresarial, de organizar, é muito grande.
Se tivermos o direito de fazer uma Copa, vamos fazer uma grande Copa.
[ Entrevista concedida e publicada na Revista LANCEAMAIS de 19/3/2004 ]
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CONTRA OU
A FAVOR DA COPA DO
MUNDO DE 2014 SER
REALIZADA NO BRASIL ?
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